Um adolescente de 17 anos, suspeito de integrar um grupo envolvido em crimes de apologia ao nazismo e incitação à prática de automutilação de crianças e adolescentes, na internet, teve o celular apreendido em Oeiras, no Sul do Piauí, durante a Operação Mão de Ferro 2.
A ação é composta pelas polícias civis do Piauí e outros 12 estados, em parceria com o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foi deflagrada nesta terça-feira (27), mas, no Piauí, o mandado contra o adolescente foi cumprido na última terça-feira (20).
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A operação tem como alvo o grupo do qual o adolescente é suspeito de participar. Os crimes, cometidos principalmente contra meninas, vão da promoção de automutilação e suicídio a ameaças e apologia ao nazismo.
Segundo o delegado Yan Brayner, diretor de Inteligência da Polícia Civil do Piauí (PCPI), as provas encontradas no celular do investigado apontaram indícios de envolvimento dele nas atividades criminosas realizadas pelo grupo.
“[A análise do celular] mostrou, além dos crimes investigados, uma participação em fraude de clonagem de cartão. Confirmou também as suspeitas iniciais de participação em grupos extremistas nas plataformas e redes sociais Discord, Telegram e Instagram”, afirmou o delegado.
O diretor da PCPI disse que o conjunto de provas foi encaminhado ao Ministério Público, que deve ouvir o adolescente e seus responsáveis e decidir se propõe uma ação judicial ou aplica medidas alternativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Além do mandado cumprido no Piauí, os policiais cumprem outros 21 de busca e apreensão, prisão temporária e internação socioeducativa em cidades de Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.
Um adolescente de 15 anos é apontado como o chefe desse grupo. Ele, que foi um dos apreendidos nesta terça-feira (27), no Mato Grosso, já foi investigado por fazer apologia ao nazismo e promover automutilação entre jovens na internet em outras duas operações.
O grupo é responsável por praticar, de forma articulada, os seguintes crimes na internet:
Promoção da automutilação e do suicídio;
Perseguição e ameaças;
Produção e compartilhamento de materiais de abuso sexual infantil;
Apologia ao nazismo;
Invasão de sistemas, incluindo acesso ilegal a bancos de dados públicos.
+ Oeiras é alvo de operação que mira adolescentes suspeitos de nazismo, automutilação e ameaça
Fonte: G1|Piauí


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