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Poetas, artistas e estudantes lançam livro e reividicam parque ecológico do mocha

Além do autor do livro e dos poetas o ato público contou com a participação de artistas e estudantes.

Foto: Reprodução

 Foto: Reprodução

Na manhã de sábado, 04, poetas oeirenses lançaram o livro Dez Poemas Desesperados Sobre o Riacho Mocha, de autoria de Rogério Newton, na Ponte Zacarias de Goes, em Oeiras. Além do autor do livro e dos poetas o ato público contou com a participação de artistas e estudantes.

Durante o lançamento do livro, organizadores e participantes exibiram faixas com reivindicações às autoridades para a criação do Parque Ecológico do Mocha, de um plano urgente de arborização para a cidade e de mais áreas verdes no centro da cidade e nos bairros. Eles pediam que pedestres, carros e motocicletas parassem na ponte, a fim de conversar e explicar o porquê das reivindicações. Muitas pessoas compraram o livro, que custa 10 reais.

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Poetas artistas e estudantes argumentam que Oeiras tem déficites de árvores e umidade, fatores que dificultam a convivência com temperaturas elevadas e o ar seco. Sem negarem a influência do “aquecimento global”, explicam que Oeiras tem poucas “ilhas de frescor” e lamentam a situação deplorável a que chegou o Riacho Mocha. Por isso, uma das principais reivindicações é a criação do Parque Ecológico do Mocha.

Segundo Rogério Newton, “é preciso uma política pública municipal de meio ambiente e que essa política seja discutida entre o governo municipal, a sociedade, as entidades ambientalistas locais e com as pessoas que estudam e refletem sobre meio ambiente em Oeiras”.

O poeta ressaltou a importância de se estabelecer um diálogo urgente entre o governo local e os ambientalistas. “Os desafios ambientais são enormes. Com união entre governo e sociedade podemos ver alguma luz no fim do túnel”, afirmou.

Os manifestantes percorreram as ruas do centro comercial de Oeiras e enfatizaram a escassez de árvores e de sombras para mitigar o calor e a secura do ar. “Os espaços urbanos são muito pavimentados. Temos muito asfalto, muitos muros e pedras, mas não temos uma boa arborização em Oeiras”, afirmou o ator, poeta e educador Xico Carbó. Por sua vez, a cantora e educadora Vanda Queiroz declarou que “a manifestação em prol da vida do riacho Mocha foi, mais uma vez, um grito de indignação.Nossas vozes precisam ecoar o que nossos olhos veem e o que sentem nossos corações!Viva o Riacho! Viva a Vida!”

 

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