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REMENDO VELHO. Por; Rogério Newton

Foto: Reprodução

 Foto: Reprodução

Mais uma intervenção está sendo feita no Riacho Mocha, na área da galeria de cimento e pedra, entre a histórica ponte Zacarias de Goes e a ponte da Várzea. A obra consiste na construção de cinco pequenas paredes de concreto ao longo da galeria, considerado o trecho do Mocha mais feio e sujo, por causa dos esgotos canalizados para o riacho.

Não há nenhuma placa no local com informes sobre a autoria e responsabilidade da obra. A ausência de placa informativa é uma desobediência legal, pois é obrigatório em toda obra pública a fixação de placa visível, informando o nome da obra, responsável técnico, duração, procedência e valor dos recursos financeiros utilizados.

Uma pergunta que se pode fazer é sobre a finalidade dos pequenos barramentos ao longo da galeria-esgoto, já que é uma área bastante poluída. Ao que parece, as pequenas paredes de cimento servirão para reter parte da água apodrecida, procedente dos esgotos.

A atual obra no Riacho Mocha é motivo de preocupação. A área em questão do riacho está bastante alterada, além de fétida. A galeria-esgoto, por si só, é uma obra equivocada. Difícil encontrar um remendo para ela.

 Seminários, fóruns, livros, filmes, poemas, artigos e debates nos últimos quarenta anos sobre o Riacho Mocha assinalam a necessidade de intervenções refletidas, planejadas, discutidas com a sociedade.

   

 

Texto: Rogério Newton

Fotos: Xico Carbó

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