A Polícia Civil investiga a morte de José Pereira da Silva, de 81 anos, morto a pedradas na madrugada de domingo (08), por um jovem de 27 anos, no bairro Teresina Sul, na zona Sul da capital. A cabeça da vítima foi desfigurada devido aos golpes. O jovem foi preso em flagrante.
Conforme o delegado Carlos César, que realizou o flagrante, o crime aconteceu após a vítima passar a tarde consumindo bebida alcoólica em frente à própria residência, ao lado de um amigo idoso e do suspeito.
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“A vítima estava consumindo bebida alcoólica com um amigo em frente à sua residência quando foi avistada por uma testemunha na presença do suspeito, que estaria bebendo vinho com eles”, afirmou.
Uma testemunha estranhou a presença do suspeito no local, já que nunca o havia visto na vizinhança. Durante a conversa, ele disse que seria de outro bairro de Teresina e que estava na região para visitar a mãe. “A testemunha relatou que achou muito estranho, inclusive descreveu que ele tinha aspecto de ser usuário de drogas”, destacou.
Horas depois, por volta de 1h30 da madrugada, outra testemunha ouviu gritos e uma briga vindos da casa vizinha. Ao ir até o local para tentar ajudar, o morador encontrou a vítima já sem vida.
“Segundo o relato, o suspeito gritava repetidamente 'Eu vou te matar'. Ele chegou ao local e encontrou a vítima praticamente morta, com o rosto totalmente desfigurado, a cabeça esmagada, e o autor do fato sorrindo, todo manchado de sangue”, disse.
Ainda segundo a polícia, houve luta corporal entre o suspeito e a testemunha, que conseguiu conter o suspeito para evitar a fuga.
A Polícia Militar foi acionada por outra testemunha que havia visto o suspeito, que foi preso e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde permanece internado após sofrer ferimentos. “Nós comunicamos o Poder Judiciário e repassamos o caso ao delegado Danúbio, do DHPP, responsável pela região”, explicou.
A perícia criminal e o Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para os procedimentos legais.
Sobre a possibilidade de transtorno mental, o delegado informou que a mãe do suspeito relatou que ele teria bipolaridade, mas não há laudo médico que comprove inimputabilidade.
“Não existe nenhum laudo que confirme que ele seja uma pessoa interditada ou sem ciência dos próprios atos”, afirmou.
A Polícia Civil também informou que, até o momento, não há confirmação de que tenha envolvimento em outro homicídio com características semelhantes. A investigação seguirá sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).


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