A prática cerâmica artesanal e artística não tem a intenção de produzir objetos em grande escala ou massificados. Nela, cada peça é única, é modelada à mão, individualmente. Pode ser um vaso, ou um pote, ou mesmo uma escultura. O ceramista que se propõe a isso está sempre se reinventando, acrescentando e investindo no seu próprio estilo.
A arte cerâmica traduz a alma do Piauiense, que encanta pela delicadeza dos seus moldes e pela perseverança. O artesão oeirense, Paulo Afonso de Sousa, que se diz um amante da arte artesanal em argila é desses representantes da arte que em Oeiras já faz parte de sua cultura.
O artesão Paulo Afonso de Sousa de 43 anos é conhecido dos oeirenses como Paulinho do Otero. Paulinho mostra o seu atelier de artesanato com argila localizado as margens da PI 143 que liga a cidade de Oeiras ao município de Simplício Mendes. O artista, é um homem simples e, fala mansa, caracteristica peculiar de profissional que não se exibem, mas seu oficio deixa qualquer admirador entusiasmado com a sua criação.

Paulinho do Outero um oeirense que vive do artesenato há 25 anos (foto, folhadeoeiras)
Paulinho chega a confeccionar mais de 20 peças por dia. O material utilizado na confecção das peças é a argila vermelha (toá). Os objetos mais confeccionados são: tigela, quartinhas, panelas, copos, garrafas, jarros e peças de decoração.
Pode-se constatar que, na atualidade, a preferência recai na produção de objetos decorativos para o interior e partes externas, como jardins. Mas, há a produção de peças utilitárias (a exemplo, de panelas, travessas, pratos, filtros) e adornos (bijuterias), em menor quantidade.

Panelas de barro confecionadas pelo artesão Paulinho do Outero (foto, folhadeoeiras)
O ceramista afirma que não dá conta de tantas encomendas. Seus principais compradores são pessoas de cidades piauienses como: São Raimundo Nonato, Picos, Floriano, Simplício Mendes e Nova Santa Rita. Ele afirma que também vende para outros estados brasileiros como o Maranhão e Pará. Conta com orgulho a felicidade de ter conseguido levar o nome do Piauí longe ao vender peças até para os Estados Unidos.
O artesão conta que sente prazer no trabalho que realiza. “Eu fico doente quando não posso trabalhar aqui com o barro (argila). Sou um homem feliz e agradecido ao meu pai, Adão Inácio de Sousa, falecido, que foi o meu grande incentivador. Trabalho com argila a mais de 25 anos e não penso em parar”

Torno em que o artesanto de Palinho do Outero é confeccionado (foto, folhadeoeiras)
Os interessados nas belas peças artesanais devem se dirigir ao atelier de Paulinho localizado na PI 143, na altura do Outero. Ou então encomendar pelo telefone (89) 99410-8088.
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Emanuel Vital


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