O ministro da Educação, Mendonça Filho, pediu indenização de R$ 50 mil contra um professor piauiense, Landim Neto. O pedido foi feito depois de uma publicação em um site Mídia Popular, de propriedade do professor.
A publicação afirma que o ministro deferiu a seguinte frase: “É preciso enxugar regalias dos professores para equilibrar cofres de Estados e Municípios”. Em resposta, o ministro da educação negou a declaração e deu entrada ao processo de indenização que foi ajuizado pela Advocacia Geral da União. O professor deve apresentar defesa nos próximos dias.
Através de nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (SINTEPI) repudiou a postura do ministro de ter processado o professor Landim Neto. O Sindicato disse ainda que a postura adotada teve objetivo de reprimir qualquer movimento contrário aos ideais políticos do atual governo. A nota foi encaminhada à Medonça no dia 30 de novembro.
NOTA DE REPÚDIO
Devido a postura do atual governo federal, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE PI), entidade que representa mais de 90 mil educadores/as das escolas públicas no Piauí, entre ativos e aposentados, REPUDIA a atitude do Senhor Ministro da Educação – Mendonça Filho que, de forma autoritária, interpelou judicialmente, através da Advocacia Geral da União, o professor piauiense João Rosa Paes Landim Neto, apenas porque este criticou no site Mídia Popular a política de desmonte da educação pública patrocinada pelo governo golpista Michel Temer. Mendonça Filho, além de solicitar direito de resposta ao Mídia Popular, processou o docente sob a suposta alegação de reparação de "danos morais".
É sabido por todos que a decisão do Ministro só tem uma única finalidade, que é de reprimir qualquer movimento contrário aos ideais políticos que vêm sendo implantado pelo governo golpista Michel Temer.
Diante desta postura do Ministro, observamos que a decisão de processar um professor visa barrar de forma truculenta quaisquer ações que venham contrariar a consolidação de medidas que certamente quer implantar de forma inconstitucional, proporcionando um verdadeiro desmonte da escola publica no Brasil.
Observa-se que a preocupação do Ministro é alheia ao papel que ele está exercendo. Pois vejamos o que diz no direito de resposta concedido pelo Mídia Popular:
“Desde que assumi o Ministério da Educação - MEC, tenho sido vítima de campanha permanente de propagação de notícias inverídicas na internet, espalhadas nas mídias sociais - Facebook, Instagram, Twitter -, tendo como base de conteúdo sites de notícias ligados a políticos, partidos e militantes partidários, cujo único compromisso é gerar falsas informações para atingir a imagem dos adversários. É uma verdadeira guerrilha digital montada para atingir a minha honra, a minha imagem e gerar tumulto junto a diversos seguimentos da sociedade como professores, estudantes, beneficiários de programas desenvolvidos pelo MEC e a sociedade em geral", escreveu o Ministro.
A partir da própria mensagem do Ministro pode-se perceber que antes dele estar preocupado com a educação, está em primeiro lugar é preocupado com o seu "eu".
Observamos que o senhor ministro deveria estar preocupado era com a qualidade da educação do Brasil, e não com o que falam dele.
Emanuel Vital


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