Deputados estaduais aprovaram os reajustes salariais dos policiais civis, militares, agentes penitenciários e trabalhadores em educação básica. Apesar do resultado, o secretário de administração, Ricardo Pontes, informou que o governo vai aguardar o relatório dos quatro primeiros meses do ano referente ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para depois implementar o aumento.
Depois de um mês de adiamento, a sessão aconteceu nessa quinta-feira (3) e o reajuste foi aprovado. Mas desde o dia 9 de abril, o governo está proibido de conceder aumento salarial. De acordo com a Legislação, o governador Wellington Dias (PT) poderia cometer crime eleitoral caso a votação acontecesse e fosse aprovada, como ocorreu.
O líder do governo na Alepi, deputado Francisco Lima, explicou que não há problema neste caso, já que o acréscimo salarial pode ser dividido até outubro. "O que se acrescentou é apenas a inserção de um mecanismo, que o governo tem autonomia para na implantação fazer o reajuste e ajustes que forem necessários, conforme estabelece a lei eleitoral. Haja vista que estes projetos de lei foram votados até o dia 9 de abril", comentou.
Para policiais civis, militares e agentes penitenciários, os salários foram reajustados em quase 4%. Porém, os 3,95% estão abaixo da inflação, o que resultou na insatisfação das categorias.
"Queremos é que o governo cumpra o acordo de 2015, referente ao processo de dissídio coletivo feito no Tribunal de Justiça. O governador insiste em descumprir principalmente o item 7, que trata do compromisso de encaminhar dois projetos a Alepi. O primeiro seria de reajuste do triênio e o segundo da definição dos salários da categoria", declarou Constantino Júnior, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi).
Já os trabalhadores da educação básica conseguiram o reajuste de 6,81%, que satisfez os servidores.
G1|Piauí
Emanuel Vital


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