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Audiência Pública discute fechamento de escola na zona rural de Oeiras

Foto: Guimarães Filho

 Foto: Guimarães Filho

Uma audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira, 16, discutiu sobre a possibilidade de fechamento de uma escola municipal na localidade Canto Fazenda Frade, zona rural de Oeiras.

A audiência aconteceu no auditório de reuniões na sede do Ministério Público de Oeiras e contou a presença de dezenas de moradores da comunidade rural, do Advogado Fleiman Fontes, da Secretária de Educação do município, Tiana Tapety e foi presidida pelo Promotor de Justiça Dr. Vando da Silva Marques.

A secretária municipal de educação defende o fechamento da escola afirmando que o que ocorrerá é a efetivação da política municipal de nucleação das unidades de ensino que possuem multisseriado.  “Nós dialogamos e respeitamos a rejeição da comunidade que é motivada pelo sentimento de pertença. O prédio da escola não ficará ocioso e será usado pela secretaria de assistência social. Vamos trabalhar para garantir o direito de estudar e o transporte das crianças”, afirmou Tiana Tapety.  

De acordo com a secretária, nada está sendo feito a revelia da lei e nem de forma irresponsável. “A comunidade não deixará de ser quilombola e os alunos estudarão em outra escola que fica na mesma região, distante apenas três quilômetros. Eles irão estudar na escola Alzira Tapety que fica no povoado Brionia”, explicou Tiana.

Os moradores que se fizeram presente a audiência se manifestaram contrários ao fechamento da escola. Eles alegam que não há razões para fechar a escola, uma vez que o número de alunos que a frequentam é o suficiente para um funcionamento normal. Ainda segundo os moradores, a escola fica localizada em uma comunidade quilombola o que impediria o seu fechamento, pois é amparada por lei federal.   

Para o advogado Fleiman Fontes que fez a defesa da comunidade rural, essa é uma discussão ruim e polêmica ao se tratar do fechamento de uma escola em um país com as dificuldades atuais que enfrentamos. “A comunidade não rejeita um ensino melhor. A população não concorda e também não acredita que a prefeitura de Oeiras possa efetivar a logística que possa efetivar o ensino dos seus filhos. Como ficariam, por exemplo, as crianças menores de três anos e aquelas com necessidades especiais?”, questiona o advogado.

Ainda segundo o advogado, a população do Canto Fazenda Frade não é culpada se a situação da educação de lá não é boa e a prefeitura deve buscar o diálogo. “Se os números da educação de lá não são bons, esse povo não é o culpado. Entendo que a prefeitura deve buscar a população para discutir o assunto, uma vez que a maioria dos moradores discorda do fechamento da escola”, pontuou.

Foto: Guimarães Filho

Foto: Guimarães Filho

Redação|Folhadeoeiras

 

 

Emanuel Vital

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