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Obra no cemitério Santíssimo Sacramento causa polêmica e divide opiniões em Oeiras

Foto: internauta

 Foto: internauta

Há alguns dias, a realização de uma obra pela Prefeitura em cemitério local tem causado grande polêmica e dividido opiniões no município de Oeiras. O Cemitério do Santíssimo Sacramento de Oeiras cujas denominações também são cemitério velho e ainda por Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento é o alvo da polêmica.

De acordo com pesquisas acadêmicas nas áreas de arquelogia e história, o cemitério teve sua construção iniciada no século XIX com a denominação de Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento apos obter a autorização do poder público. A capela cemiterial foi erguida na década de 60, do Século XIX, por iniciativa do cônego João de Souza Martins.

Já no século XX uma segunda parte foi construída ampliando o mortuário público. Este espaço mais recente, é datado de 1938, segundo atesta inscrição no portão de entrada do recinto.

Muitas fotografias e vídeos circulam nas redes sociais como um demonstrativo de que a presença de maquinário pesado fora usado na parte final do cemitério -fundos- para serviço no terreno do campo-santo e teriam provocado danos em túmulos.

Em um dos vídeos, por exemplo, uma senhora identificada como Rosa, moradora do Bairro Rosário, discorda da intervenção realizada no cemitério, pois segundo ela, estas teriam afetado o túmulo do seu pai. “Isso aqui foi muito feio e desumano, isso aqui, não se faz com os túmulos das pessoas. Aqui nós pagamos foi quatro mil, trabalhando e suando na roça, trabalhando de sol a sol”, reclama a senhora no vídeo.

Em entrevista, o prefeito Municipal de Oeiras, José Raimundo, afirma que foi realizado um serviço de saneamento, limpeza e aterramento e que não houve violação aos túmulos no cemitério do Santíssimo Sacramento.   

“Acredito que todo oeirense quando vai visitar um túmulo de um ente querido ou até fazer um sepultamento no cemitério mais antigo da cidade, só tinha conhecimento dele existindo só até a capela, da capela pro fundo, não existia cemitério. Existia um matagal e no período invernoso, uma lagoa que causava um problema para toda aquela vizinhança que tem seus estabelecimento comerciais ali na região da chamada bomba. Nós fizemos um entendimento, uma busca para saber a melhor forma de fazer uma intervenção no cemitério. Nós resolvemos fazer isso, por que agente entendeu que precisa melhorar a urbanização daquele restante do cemitério, fazer ele existir pra quem lá visita um ente. Então fizemos uma limpeza. Fizemos um trabalho com o departamento de meio ambiente que fez um levantamento para que agente pudesse retirar toda mata lá existente. Fizemos um serviço de saneamento e acabar com aquela lagoa. Mas pra acabar com a lagoa definitivo precisávamos aterrar, claro, preservando todos os túmulos que lá existem, acredito que num total de 8 ou 9 túmulos. Lá está sendo preservado. Estamos fazendo um processo de aterramento onde pode se aterrar e vamos fazer um nivelamento posteriormente. Tentaram fazer um factóide, uma propaganda negativa de que nós estamos destruindo túmulos. Não existe nada disso. Uma coisa normal de que nós estamos cuidando até do cemitério”, declarou o prefeito.

Enquanto a polêmica não se encerra, a obra segue. Como praticamente tudo em Oeiras termina na famigerada divisão política, a aludida intervenção divide opiniões. De um lado, os que acreditam que o serviço foi realizado sem nenhuma intenção do mal fazer, apoiam. Do outro, os atestadores que a gestão municipal errou, ao tratar a ação no cemitério Santíssimo Sacramento, criticam, haja visto que outros espaços públicos também carecem de cuidados emergenciais em Oeirase ainda não os receberam.

 

Redação|Folhadeoeiras

Emanuel Vital

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