A presidente Dilma Rousseff esteve no Piauí nesta sexta-feira (11) visitando as obras dos lotes 6 e 7 da ferrovia Transnordestina na cidade de Paulistana, Sul do estado.
Dilma chegou em uma locomotiva acompanhada do governador Wellington Dias (PT), do presidente nacional do Partido Progressista (PP) Ciro Nogueira e de Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e atual diretor da Transnordestina Logística S/A.
A ministra da agricultura Kátia Abreu e o ministro dos transportes Antonio Carlos Rodrigues também acompanharam a presidente, que recebeu das mãos do presidente da Câmara de Vereadores de Paulistana o Título de Cidadã Paulistanense.

Essa é a primeira vez que Dilma visita as obras no trecho da ferrovia que passa pelo Piauí. A previsão do governo é de que depois de pronta a Transnordestina transporte até 30 milhões de toneladas por ano, com destaque para minério de ferro e soja.
A ferrovia começou a ser construída em junho de 2006, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e deveria ter ficado pronta quatro anos depois, ao final do mandato. De acordo com o governo federal, o projeto prevê 1.753 quilômetros de ferrovia, beneficiando 81 municípios – 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco.
Atualmente, a obra emprega mais de três mil operários apenas no Piauí e mais de seis mil no total. O trecho entre Eliseu Martins (PI) e Trindade (PE), passando por Paulistana, possui 423 quilômetros e já concluiu quase 50% das obras.
O orçamento total para a construção nos três estados saltou de R$ 4,5 bilhões, em 2007, para R$ 7,5 bilhões, em 2013 e o governo estima que ao final mais de R$ 11 bilhões devem ter sido investidos. A previsão é entregar a ferrovia concluída em setembro de 2016, com seis anos de atraso em relação ao prazo inicial e cinco anos além do previsto no cronograma do balanço quadrimestral do PAC 2, divulgado em outubro de 2013.
"Quero voltar ao Piauí para entregar esse trecho até 2016", falou a presidente após percorrer cerca de um quilômetro no canteiro de obras e acompanhar os operários fazendo a colocação de dormentes nos trilhos.
G1


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