O período mais seco do ano, B.R.O-BRO, começou registrando baixa umidade do ar em grande parte do Estado do Piauí. A cidade de Oeiras nesse período tem registrado altas temperaturas e um elevadíssimo aumento do número de focos de queimadas. Esse crescimento é provocado por pequenos focos que se alastram facilmente empurrados pelo vento em decorrência do tempo quente e seco.
Na semana passada, uma vasta área de vegetação nativa na região do assentamento chapada do fio foi bastante castigada pelo fogo durante alguns dias. No local, o folhadeoeiras encontrou o rastro da destruição da vegetação transformada em cinza. O tempo quente e a mata seca tornam o ambiente propício para que o fogo se alastre rapidamente.

No mês de agosto o recorde de queimadas em Oeiras tinha sido 25 focos em uma semana e o máximo de chamas havia sido 11 em um único dia. Agora no mês de setembro, a situação piorou de forma gritante.
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O folhadeoeiras voltou a pesquisar junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE) e constatou que em 10 dias em Oeiras, no período compreendido entre os dias 06 e 15 de setembro aconteceram um total de 213 focos de incêndio, sendo que em um só dia houve registro de até 96 focos, o recorde do ano até o momento.

As principais áreas afetadas pelas queimadas em Oeiras se localizam nas regiões de morro nos arredores da zona urbana onde se pode ver com facilidade a ação do fogo sobre a mata seca. Esse monitoramento de queimadas é feito diariamente por imagem de satélite.
O aumento do número de queimadas leva riscos a saúde da população. Os animais nativos e insetos também desaparecem, o solo fica empobrecido e a temperatura tende a ficar cada vez mais alta.




Redação
Emanuel Vital


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