Por; Tauany Oliveira
Desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus, há uma grande busca por máscaras de proteção em Oeiras. Em consequência disso muitas costureiras investiram na customização das máscaras de tecidos e através delas estão conseguindo fechar as contas no final do mês.
Em Oeiras, a costureira Maria Amélia Lima trabalha no ramo há 39 anos e é proprietária do Ateliê Mavi Confecções, localizado na Av: Candido Aleixo. Ela conta que teve que fechar seu estabelecimento por medidas de precaução à COVID-19. Apesar disso, a costureira viu nas mascaras de proteção a oportunidade de continuar fazendo renda e conseguir fechar todas suas contas e sustentar sua família.
Segundo ela, o percentual de vendas durante a pandemia aumentou 50%, conseguindo vender por dia cerca de 200 mascaras. Além disso, Maria Amélia já fornece para empresas locais e farmácias. Em seu ateliê, a costureira contém diversas estampas para todos os gostos e idades, além das tradicionais da cor branca.
Em relação á higienização, ela orienta que os clientes façam a limpeza delas logo a pós a compra com sabão, pois não é aconselhado o uso imediato, apesar de todos os cuidados durante a produção.

Costureira há 39 anos, Maria Amélia Lima trabalha na confecção de máscaras. Foto: Tauany Oliveira
É crucial destacar que, nesta quarta-feira(22), o Governo do Piauí passou a exigir o uso de máscaras de proteção para toda população em espaços públicos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), as máscaras de proteção são uma maneira de diminuir a disseminação do vírus por indivíduos assintomáticos ou pré-sintomáticos. No entanto, é importante salientar que elas não protegem os usuários, já que não possuem capacidade de filtragem.
Em uma coletiva de imprensa realizada em 3 de abril, o diretor executivo do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, destacou que que as máscaras caseiras devem ser um complemento aos cuidados tradicionais para evitar o novo coronavírus. “Seu uso não nega a necessidade de lavar as mãos, de distanciamento físico, de ficar em casa se as autoridades pedirem”, explicou.
O Ministério da Saúde recomenda que se use ela no rosto por, no máximo, duas horas. Então, se você sabe que vai passar mais tempo na rua, leve uma reserva e tenha uma sacola em mãos para guardar a suja.
Quando chegar em casa, deixe a máscara usada de molho em água sanitária por 30 minutos. Após esse procedimento é só realizar o enxágue, deixar secando e passar o ferro quente. Ela deve ser guardada em um saco plástico e descartada ao sinal de deterioração ou funcionalidade comprometida.
É importante ressaltar que o uso das máscaras caseiras é indicada exclusivamente para as situações em que realmente é necessário sair de casa, como para ir ao supermercado. Com essas medidas, o risco de contrair o novo coronavírus diminui.


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Redação|Folhadeoeiras
*Tauany Oliveira é acadêmica do Curso de Jornalismo da UESPI
Emanuel Vital


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