A lotação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), destinados ao tratamento da covid-19, na cidade de Oeiras alcançou 100%, de acordo com o HRDC. Em boletim divulgados pelo complexo HRDC|UPA nesta segunda-feira,25, constam oito pacientes internados em bases de terapia intensiva do Hospital Regional Deolindo Couto.
Desde 06 de janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde (SESAPI) já confirmava a lotação na casa de saúde. Desse período até o presente momento, a situação tem se agravado. São duas semanas seguidas de alta nos casos de contaminação e mortes por complicações impostas pela Covid-19 em Oeiras.
O Hospital que é referência no tratamento da Covid-19 está com todas as 08 bases de UTI lotadas, o que tem trazido grande preocupação, pois, o centro de saúde assiste pacientes dos 17 municípios do Vale do Canindé e de outras cidades que enviam pacientes pelo sistema de regulação.
O diretor do Complexo HRDC|UPA, Alípio Sady falou ao folhadeoeiras da atual situação com o aumento no contágio e também sobre a ocupação em 100% nos leitos de UTIs. Para o diretor, o momento atual é preocupante.

Diretor do Complexo HRDC|UPA de Oeiras, Alípio Sady.
“Nós chegamos a essa situação desde a semana passada. O Ministério da Saúde reduziu a quantidade de leitos de UTI devido a diminuição da taxa de ocupação. Ficamos com apenas cinco UTIs. Fizemos contato com o secretário de saúde do estado que autorizou a reabertura de mais 03 três leitos, atualmente temos oito em funcionamento. É preocupante o momento. O hospital de Oeiras faz parte da rede estadual de saúde que trata da covid-19, é um hospital referência. Onde houver pacientes precisando de leito de UTI, a regulação estadual encaminha para os hospitais que possuem vagas”, explicou Sady.
De acordo com Alípio, o crescimento nos casos de infecção por Covid-19 em Oeiras era previsto, em razão do relaxamento das medidas preventivas. “Nós já prevíamos que isso poderia acontecer. No mês de outubro e início de novembro ouve uma queda nos diagnósticos e internações. Isso passou para as pessoas, uma falsa impressão de que a pandemia havia acabado. Com essa sensação de alívio, a população relaxou com os cuidados necessário para o enfrentamento da pandemia. Somado a isso, vieram as festas de final de ano. A partir daí aconteceram aglomerações, as pessoas realmente relaxaram muito com relação as medidas de segurança. Em razão de tudo isso, a situação atual, já era meio que esperada com o retorno do cenário de grande testagem e ocupação de leitos de hospitais”, finalizou Alípio Sady.
As entidades de saúde recomendam o isolamento social como sendo medida fundamental neste momento. A orientação é que toda a população reforce as medidas individuais de prevenção para evitar a proliferação da doença.
Redação|Folhadeoeiras
Emanuel Vital


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