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Coletivo Negros e Negras de Oeiras realiza I Feira de Artesanato e Cultura Preta de Oeiras

A FACPO contou com a participação de várias Comunidades Quilombolas de Oeiras e cidades vizinhas,

Foto: reprodução

 Foto: reprodução

No último dia 03/12, na praça de eventos, o Coletivo Negros e Negras de Oeiras (CNNO) proporcionou aos oeirenses a I Feira de Artesanato e Cultura Preta de Oeiras – FACPO.

A feira teve o objetivo de proporcionar uma economia solidária entre as pessoas negras e dar visibilidade sócio econômica, fortalecendo práticas empreendedoras, bem como gerar diálogos sobre a participação do negro no mercado de trabalho e combater o racismo estrutural.

A FACPO contou com a participação de várias Comunidades Quilombolas de Oeiras e cidades vizinhas, artesãos, empreendedores negros e negras formais e informais, palestras com Negros e Negra que ocupam lugar de destaque em nossa sociedade como:  Drª. Tatiane Gomes, de Oeiras; professor e pesquisador, Jefferson Gomes, da UFPI de Floriano e Negro Vina, militante, ativista cultural da Comunidade Quilombola, Salinas em Campinas do Piauí, e apresentações culturais. O encerramento ficou por conta da cantora oeirense Joelma Borges e banda Pegada Heavy.

“A ideia da feira foi ótima! Foi uma das melhores oportunidades que já tivemos e é uma porta que está se abrindo para as comunidades e temos que abraçar. Tivemos a oportunidade de participar de várias palestras, cheias de orientações para o mercado de trabalho”, disse Cristina Lima, presidente da Associação de Moradores da Comunidade Quilombola Canto Fazenda Frade.

Luiza Moreira Lima, quilombola do Canto Fazenda Frade diz que: “gostei muito, gostei bastante, meu desejo é que a feira continue trazendo mais oportunidades para nossa comunidade”.

Já Salete, da comunidade Quilombola Angical, município  de Colônia do Piauí, afirma que: “tive a honra de participar da primeira FEIRA PRETA de Oeiras, e para  mim foi algo fantástico, pois foi possível expor as obras de artes que os negros e negras da minha comunidade produzem, e foi possível conhecer  o artesanato magnifico de outras comunidades negras que por lá estavam, mostrando  quão belo é a arte  e a resistência negra que pode ser visto em cada produto exposto desde as telha bem trabalhadas, comidas, frutas, remédios caseiros, até o crochê da amiga Jaiane. A roda de conversa que teve pós almoço foi algo maravilhoso, precisava ter um carro de som lá para os quatro cantos de Oeiras ouvir o que estávamos dialogando. Se fosse para dar uma nota para o evento seria nota 10, porque  mesmo tendo muito empecilho aconteceu com muito êxito para calar a boca de pessoas que não gostam de ver o preto aparecer.”

“O CNNO traçou para o ano de 2022 um calendário de ações repleto de ousadia, coragem e determinação. a I Primeira Feira Preta foi apenas uma delas e seguimos adiante nos fortalecendo a cada dia e lutando por uma sociedade mais justa e igualitária. Agradecemos aos parceiros que acreditaram nesse projeto: Artesãos, empreendedores formais e informais pretos e pretas, as comunidades quilombolas, Prefeitura Municipal de Oeiras, Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria de Indústria, Comércio e Serviço, Fundo Municipal de Cultura, Secretaria de Administração e Planejamento, Secretaria Estadual de Cultura do Piauí, Armazém Paraíba, UESPI-Oeiras”, agradece Arlete Sepulveda, coordenadora do Coletivo Negros e Negras de Oeiras.

FOTOS RAVENNA HOLANDA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ASCOM

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