Conhecida por sua importância histórica como primeira capital do Piauí, Oeiras também guarda em seu território um patrimônio natural marcado por formações geológicas e geomorfológicas de grande relevância. É o que aponta um estudo científico dedicado à identificação e caracterização do geopatrimônio do município.
Além do patrimônio histórico e cultural que caracteriza a cidade, o município apresenta ambientes naturais de expressiva beleza cênica, associados às características de seu relevo e de suas formações rochosas.
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O estudo, de autoria dos professores: Francisco Wellington de Araujo Sousa, Iracilde Maria de Moura Fé Lima e Paulo Henrique de Carvalho Bueno, realizou um levantamento de áreas consideradas relevantes sob os pontos de vista geológico e geomorfológico.
A pesquisa combinou levantamento bibliográfico, trabalhos de campo para reconhecimento e registro fotográfico dos locais e produção de mapeamento temático utilizando o Sistema de Informação Geográfica (SIG) QGIS. A investigação resultou na identificação e caracterização de cinco Locais de Interesse Geomorfológico em Oeiras: Morro do Leme, Mirante do Morro da Cruz, Complexo de Formações Rochosas da Várzea, Morro Branco e Morro do Olho d’Água do Leme.
Esses locais se destacam pelas características do relevo e das formações rochosas, compondo paisagens que, além de sua importância científica, apresentam potencial para atividades educativas e turísticas.
O conceito de geopatrimônio está relacionado justamente à valorização de elementos da natureza que possuem importância para a compreensão da história e da dinâmica da Terra. Nesse sentido, as formas de relevo, rochas e paisagens podem ser consideradas patrimônios naturais quando apresentam valores científicos, educativos, culturais, estéticos ou turísticos.
Potencial para turismo e educação ambiental
De acordo com os resultados apresentados no estudo, os locais identificados em Oeiras possuem atributos que podem contribuir para a diversificação das atividades turísticas do município.
A valorização dessas áreas pode aproximar visitantes e moradores da paisagem natural, além de favorecer ações de educação ambiental e atividades acadêmicas relacionadas à geologia, geomorfologia e geografia.
O reconhecimento científico dos cinco locais também pode contribuir para ampliar a discussão sobre conservação do patrimônio natural do município. A identificação dessas áreas permite compreender melhor a diversidade da paisagem de Oeiras e reforça a necessidade de estratégias que conciliem visitação, pesquisa, educação e preservação.
Um patrimônio além da história
Oeiras é nacionalmente reconhecida por sua trajetória histórica e cultural, mas o estudo mostra que a identidade do município também pode ser compreendida a partir de seu patrimônio natural.
As formações presentes no território ajudam a revelar processos responsáveis pela construção e transformação da paisagem ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, os mirantes, morros e conjuntos rochosos oferecem cenários que podem ser incorporados às possibilidades de turismo de natureza no município.
Para os pesquisadores, o geopatrimônio identificado apresenta valor científico, educativo e turístico, reforçando a importância das características geológicas e geomorfológicas de Oeiras.
A pesquisa, publicada na Revista de Geografia, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), amplia o conhecimento sobre o patrimônio ambiental do município e coloca em evidência uma dimensão ainda pouco explorada da primeira capital piauiense: a riqueza de suas paisagens naturais.





Redação|Folhadeoeiras


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