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MP pede devolução de armas da Batalha do Jenipapo que estejam em acervo

Ele ressaltou a ideia é a preservação do acervo e não a punição de culpados.

Foto: Yala Sena

 Foto: Yala Sena

O promotor Maurício Gomes, de Campo Maior, que comandou a operação que apreendeu documentos históricos, fez um apelo na manhã desta sexta-feira (14) para que armas da Batalha do Jenipapo sejam devolvidos. 

Durante Operação Guarda-Mór, que apreendeu documentos e artefatos raros da história do Piauí havia denuncia de que o acervo do Museu Zé Didôr tinha armas usadas na Batalha do Jenipapo, confronto sangrento que ocorreu em 13 de março de 1823.

A batalha foi importante para a Independência do Brasil e ocorreu às margens do rio Jenipapo, em Campo Maior. Os heróis da Batalha usaram foices, facões, machados, paus e pedras, além de raras espingardas de caça contra o exército português comandado por Fidié, que dispunha de armamento militar pesado, incluindo mosquetes e canhões.

“Faço um apelo para que se esses instrumentos existirem, as pessoas não tentem se livrar deles, procure o Ministério Público para receber os artefatos e encaminhar para a perícia e atestar o valor histórico e será devolvido a Fundação Zé Didôr”, disse o promotor. 

Ele ressaltou a ideia é a preservação do acervo e não a punição de culpados. 

Operação apreende documentos de compras e vendas de escravizados

O Ministério Público do Piauí (MPPI) deflagrou a Operação Guarda-Mór com o objetivo de localizar e preservar documentos de valor histórico e cultural para o estado.

Foram apreendidas nove chaves de senzalas, escrituras de compra e venda de pessoas escravizadas de 1831 a 1850, processos judiciais de 1817, inquéritos antigos e livros de cartórios. O material será periciado pela Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e encaminhados as instituições competentes. 

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