Estudantes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) ocuparam a reitoria da instituição durante protesto nesta quinta-feira (21/03) em Teresina. Eles aderiram à greve dos professores e pedem melhorias para a educação do local. Sob gritos de “Uespi se nega a morrer”, eles querem debater as condições que a universidade enfrenta com a diretoria.
Entre os problemas abordados pelos estudantes ao OitoMeia, há a falta de professores nas disciplinas, corte de bolsas e recursos para pesquisa e extensão. Eles também pedem melhorias estruturais, já que não possuem biblioteca atualizada ou um restaurante universitário que atenda a demanda dos discentes.
Eles também apoiam os pedidos dos professores sobre reajuste de gratificações e promoções.
GREVE DOS ESTUDANTES
Todos os campi da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) aderiram à greve dos professores, segundo a Associação dos Docentes (Adcesp). Durante toda a segunda-feira (18/03), os polos pelo interior do Estado se reuniram para discutir a necessidade do movimento. Boa parte deles aderiu totalmente, enquanto alguns tem cursos funcionando.
A greve começou oficialmente na segunda-feira (18/03). “Em alguns campi a adesão é parcial e em outros total. Mas a categoria como um todo percebeu a necessidade desse movimento diante da situação caótica da Uespi”, afirmou a professora Rosângela Assunção, coordenadora geral da Adcesp.
Leia mais: Greve na Uespi: unidades do interior e estudantes aderem ao movimento
GOVERNADOR PEDE BOM SENSO
O governador Wellington Dias (PT) afirmou à imprensa piauiense que “falta bom senso aos professores e alunos” da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). A greve veio em um momento no qual o Estado passa por dificuldades orçamentárias.
“Eu tive a oportunidade de dizer aos líderes que têm problemas que não tem solução e esse é um exemplo. Tem a Lei de Responsabilidade Fiscal que o Estado é obrigado a cumprir. Eu precisaria descumprir uma lei para atender a Uespi, nessa hora, eu peço aos servidores e alunos da Uespi o bom senso”, informou o chefe do executivo piauiense.
A Adcesp, no entanto, não concorda e informou que os docentes estão há seis anos sem receber reajuste salarial, fator que fere a Lei Complementar 124 e ainda a Lei de Responsabilidade Social por não zelar e dar condições de funcionamento aos bens públicos.
“O governador já está descumprindo a lei. Nós temos a Lei Complementar 124 que trata dos Planos de Cargos e Salários do professores da Uespi. Quando o governador não implementa nossas Promoções, Progressões e não dá o reajuste no salário de acordo com a inflação, está descumprindo nossa lei”, argumentou Antônio Dias, chefe de Comunicação da Adcesp.
Oitomeia
Emanuel Vital


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