Os professores de Oeiras se reuniram no auditório do SINTE no final da tarde desta sexta feira, 19, e decidiram continuar em greve mesmo depois de o governador Wellington Dias ter ameaçado cortar o ponto dos professores em grevistas.
Em protesto contra a decisão do governador Wellington Dias, que rejeita a proposta de pagar o novo piso salarial da categoria, os professores presentes a reunião decidiram por unanimidade permanecer em greve.
Os professores cobram do governador o cumprimento da lei do piso salarial nacional da Educação que reajusta o salário dos professores em 11,36%. De acordo com o SINTE a greve está forte e só acontece por que o governo rejeitou a proposta de pagamento do piso que é garantido por Lei.
A presidente do SINTE em Oeiras, Paulina Almeida, afirma que a paralisação acontece em praticamente todas as escolas que compõem a Regional local. “Os professores entenderam a reivindicação e aderiram integralmente ao movimento”, pontuou.
Para o professor Reginaldo Brandão, o movimento grevista é justo e está forte. O professor solicita aos educadores que ainda não aderiram ao movimento para encamparem a luta com os demais companheiros e sair do que ele chama de zona de conforto. “Todos devem participar desse movimento, pois ao final todos serão beneficiados”, ressalta o professor.
A greve geral dos professores foi deflagrada no dia 15 de fevereiro, data prevista para o início do ano letivo. A categoria reivindica o pagamento do reajuste do piso dos professores e o reajuste administrativo de 4% restante referente a 2015, que de acordo com os trabalhadores da educação o governo não tem cumprido.
OUTRO LADO
O governador Wellington Dias (PT) mostrou descontentamento com a categoria da educação do Estado pelo movimento grevista dos servidores e afirmou que a greve é "insensata". Wellington disse que de todos os estados brasileiros o Piauí foi o único que tentou negociar com os profissionais da educação para que o piso salarial seja pago em três parcelas e que, mesmo assim, os professores do Piauí foram os únicos que entraram em greve. Ele reafirmou que irá descontar dos salários os dias não trabalhados dos profissionais que aderiram a greve e suspender a negociação com a categoria.
Redação|Folhadeoeiras
Emanuel Vital


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